03/06/2018

SMT volta a multar motoristas no Centro de Goiânia após um ano sem fiscalização

Na época da criação, a SMT destacou que o objetivo era diminuir o número de acidentes e dar mais segurança para os pedestres.

Depois de um ano sem monitoramento, a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade de Goiânia (SMT) voltou a fiscalizar os limites de velocidade da chamada “Zona 40”, no Centro de Goiânia.

Os motoristas que trafegarem pela área entre as avenidas Araguaia, Paranaíba e Tocantins não deverão passar de 40 km/h.

Além da velocidade, três radares flagram condutores que avançarem o sinal ou a faixa de pedestres. Eles estão instalados no cruzamento da Avenida Araguaia com a Rua 3, na Avenida Paranaíba com a Tocantins, e na Tocantins com a Rua 3.

A fiscalização da Zona 40 faz parte dos 27 equipamentos que começaram a multar na sexta-feira (1/6).

A SMT destaca que, entre as 23h e 4h59 os equipamentos não multam por ultrapassar sinal vermelho, as demais infrações são registradas. As multas variam de R$ 130 a R$ 880, de acordo com o tipo de infração e em quanto a velocidade foi excedida.

O consultor William Medeiros, que dirige pela região diariamente, apoia a fiscalização, e diz que as multas são uma forma de forçar a consciência dos condutores. “O trânsito tem que ser cada dia mais leve, mais cauteloso. Somos nós motoristas hoje, amanhã pedestres”, disse.

Multas

  • Excesso de velocidade: R$ 130, para quem foi flagrado a até 60 km/h; R$ 880, para quem dirigir acima de 61 km/h. A infração é considerada gravíssima e pode gerar a suspensão da carteira de motoristas por 2 a 8 meses.
  • Conversão proibida: R$ 195
  • Invasão de faixa de pedestre: R$ 130
  • Avanço de sinal vermelho: R$ 293

1 ano sem fiscalização

A Zona 40 foi criada em março de 2016 pelo ex-prefeito Paulo Garcia (PT), que morreu vítima de um infarto no ano passado. Desde o início de 2017, por conta do vencimento do contrato com a empresa responsável pelos radares de Goiânia, a região estava sem fiscalização.

No entanto, as placas não foram retiradas e muitos condutores acreditavam que as ruas estavam sendo monitoradas. “Sempre passei a 40 km/h aqui, respeitei as placas. Não sabia que não estava multando”, disse um motorista.

Na época da criação, a SMT destacou que o objetivo era diminuir o número de acidentes e dar mais segurança para os pedestres. Nas principais vias, a velocidade permitida até então era de 60 km/h.

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