03/07/2018

HDT alerta para cuidados com animais peçonhentos e arraias durante as férias

Confira as recomendações e aproveite com tranquilidade os dias de descanso.

Férias escolares, passeios ao ar livre, piqueniques em parques, ecoturismo, trilhas, viagens a rios, lagos, cachoeiras e matas, durante o mês de julho, uma das grandes preocupações com a saúde é o risco de picada por animais peçonhentos e também de ferroadas por arraias. Para não estragar o período de descanso, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais (HDT), alerta a população para os riscos de acidentes, especialmente com cobras, que acasalam e reproduzem nessa época do ano.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), acidentes por picadas desses animais são um dos maiores problemas de saúde pública em países tropicais como o Brasil, já que estão entre as principais causas de intoxicações do público adulto-jovem, entre 20 e 39 anos. No país, o maior número de acidentes registrado é com escorpiões, seguido por serpentes e aranhas.

Em Goiás, a grande incidência desse tipo de agravo é computada no HDT, pois é referência no atendimento a doenças infectocontagiosas e dermatológicas. Nos últimos dois anos, os acidentes com animais peçonhentos tem revezado com a assistência a pacientes portadores do vírus HIV o posto de maior número de atendimentos no hospital.

Na maior parte do ano, as picadas são o segundo maior motivo de busca por atendimento. Segundo o Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HDT, no ano de 2016 foram notificados 587 casos e em 2017 foram 595 casos, totalizando 1.182 notificações nos dois anos. Desse total, 477 casos foram por serpente, 354 por escorpião e 212 por aranha.

“As pessoas que estão de férias em fazendas e chácaras próximas a matas ou pessoas que fazem trilhas devem estar vigilantes. É muito importante fazer o uso de botas e não colocar a mão em tocas ou buracos na terra”, alerta o infectologista Boaventura Braz de Queiroz. Se mesmo com prevenção, a pessoa for picada por algum desses animais, é indicado lavar o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde mais próxima imediatamente.

Para os goianos, o Rio Araguaia é outro destino bastante procurado em julho. Lá os cuidados também devem ser redobrados. Com o aumento do número de pessoas no local, cresce também a preocupação com as ferroadas de arraias fluviais, já que esses peixes são comuns no Rio e em seus afluentes. Como a arraia fica escondida na areia, eventualmente, um turista pode pisar sobre ela e ser ferroado.

O infectologista explica que a ferroada é apenas um reflexo do peixe. “As arraias não vão atrás de quem está nadando. Elas soltam o ferrão como mecanismo de defesa. Inclusive, se a pessoa arrastar o pé, vai encostar apenas na lateral dela, e a tendência é que ao invés de ferroar, ela fuja”, diz.

Ainda assim, ele afirma que no caso de um ferrão, deve procurar um médico. “A primeira medida após um ataque de arraia deve ser emergir o ferimento em água quente, pois uma das características do veneno de peixes é ser termolábil – o calor pode degenerá-lo e diminuir a dor. Em seguida, a vítima deve procurar atendimento médico para radiografar a parte afetada e receber medicação com antibióticos e vacina para tétano. Se o ferimento não for logo tratado, pode desencadear infecções secundárias e tétano”, afirma o infectologista.

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