10/07/2018

Goiânia tem mais de 500 ataques de cães por mês

Mais de 8 mil pessoas foram atacadas por cães, em Goiânia, no ano passado.

Animais de estimação estão presentes em pelo menos em 52,1% dos lares goianos, segundo estimativa do Centro de Zoonoses de 2016. Com tantos bichinhos nos lares, sendo mais de 200 mil cães, os ataques também são comuns.

Em 2017, a Secretaria de Saúde de Goiânia atendeu mais de 8 mil pessoas feridas por animais. De janeiro a maio deste ano o número já chega a 2.700, uma média de 550 por mês e 18 por dia.

Na última quinta-feira, mais um caso foi atendido no Cais. Uma mulher foi mordida na perna, por um cachorro, no Setor Santos Dummond, na capital.

Grave

O caso mais grave que aconteceu em Goiânia, este ano, foi de uma criança de 1 ano e 10 meses, no dia 19 de junho, na Vila Maria Luiza. Ela foi atacada pelo Pastor Alemão da família e estava no colo da avó no momento do acidente.

Segundo o delegado que atendeu a ocorrência, o cão de 12 anos estaria solto na casa, quando pulou na avó e arrancou a criança de seus braços. Após pedidos de ajuda da idosa, um vizinho também de idade pulou o muro da residência e ajudou a tirar a menina de dentro da boca do cão.  A criança continua internada no Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas está consciente.

O que fazer? 

A gerente de Controle de População Animal da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Catarina Rates, orienta em casos de ataques de animais, mesmo sendo conhecido da família, que a vítima procure uma unidade saúde para receber os atendimentos necessário. “A primeira coisa a ser feita é lavar o ferimento com água e sabão, em casa mesmo, depois é importante ir ao CAIS para fazer o protocolo antirrábico com soro e vacina”, orienta.

O que acontece com o cão?

O diretor de vigilância em zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Gildo Felipe de Paula, afirma em casos de ataques, o animal é recolhido e fica em observação por dez dias para detectar se há alguma doença. “Se nossos profissionais verificarem que o animal é realmente agressivo e está doente, ele pode ser sacrificado. Se estiver em boas condições, pode ser devolvido aos donos, casos eles queiram, ou enviados para adoção”.  pode acontecer.  os  proprietários voltam a ser acionado para saber se querem o animal, caso não queiram, o centro de zoonoses se encarrega de procurar um lar adotivo.

Goiânia tem mais de 500 ataques de cães por mês
Ana Carolina adotou o Billy depois que ele foi rejeitado por atacar o bebê do casal

Foi num caso assim que a estudante Ana Carolina Guimarães adotou o Billy, um shitszu. “Um conhecido me falou sobre o cachorro que estava para adoção e quando via  foto, já me apaixonei”.

Ana conta que a família resolveu dar o animal, que antes era o xodó da casa, depois que o cão atacou o bebê do casal. “Ele dormia na cama, era supermimado e quando a criança nasceu, o bichinho ficou esquecido. Acredito que essa carência tenha causado o ataque”, relata ela.

A estudante conta que no início o animal ficou bem arisco e triste, mas com o tempo foi se acostumando ao novo lar e hoje é supercarinhoso e dócil. “Ele é um amor com a gente, mas só não gosta que aperte ele demais, senão ele morde”, diz.

Como evitar ataques?

Ouvido pelo Portal Dia Online, o adestrador Airon Ricardo de Souza, de 44 anos, da Luma Adestramento, deu algumas dicas. Inicialmente, Airon classificou que cada raça pode exigir cuidados diferentes para a prevenção de ataques. Existem raças que são originárias e têm as de combate, que podem diferenciar o comportamento do cão. Saiba mais no link.

Adestrador explica como evitar mordida de cães

Fonte: Dia Online