10/08/2018

Cachorro que teve rabo cortado é resgatado, mas idoso ficou com outros três cães em casa

Idoso não ficou nem uma hora na delegacia após violência contra animal.

Além de ter sido liberado uma hora depois de ser levado para a delegacia, o idoso que arrancou o rabo de um cachorro porque o animal soltava muito pelo, ficou com outros três animais.

O caso chegou à delegacia quando Diogo Resende Vaz gravou um vídeo denunciado a violência e ligou para o delegado Tiberio Martins Cardoso. Por volta das 10 horas da manhã desta sexta-feira, Diogo recebeu uma denúncia de que na residência animais sofriam maus-tratos. “Então eu levei o animal para a clínica veterinária para um tratamento”, contou Diogo ao Portal Dia Online.

“Quando o animal chegou aqui, ele sentia muita dor. Limpamos, colocamos medicamentos para tirar a dor”, conta o veterinário responsável pelo atendimento,

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O idoso Gercino Tomaz Aquino, conhecido na região como “Nego Levino”, de 72 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (10/8), em Pontalina, pela prática do delito de maus-tratos a animais, crime ambiental.

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O idoso foi denunciado após cortar o rabo de cachorro adulto usando um facão. O procedimento, explica o delegado, foi feito sem anestesia ou qualquer outra forma de evitar o sofrimento do animal.

Na delegacia, o idoso contou que cortou o rabo do cachorro porque soltava muito pelo da calda do cão e se acumulavam pela casa.

Cachorro que teve rabo cortado porque solta pelo é resgatado, mas idoso ficou com outros três em casa
Idoso preso após decepar rabo do anima. Foto: Polícia Civil do Estado de Goiás

Gercino vai responder pelo crime de maus tratos de animais domésticos, previsto pelo artigo 32 da lei 9.605/98, cuja pena pode chegar a um ano de detenção. A amputação ou corte da cauda de cachorros é proibida no Brasil, mesmo para fins estéticos e mesmo se for realizada por profissionais de medicina veterinária, com o uso de anestésicos.

“A cauda faz parte do corpo do cachorro e cortá-la é uma crueldade, pois retira um importante meio de expressão e de equilíbrio do cão”, considerou o delegado Tiberio Martins Cardoso.

Veja programa gravado sobre o assunto:

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