25/05/2020

Goiânia é o 2º maior polo de venda de roupas e calçados do Brasil

Capital está atrás apenas da cidade de São Paulo. Os dados são referentes ao ano de 2018 e foram divulgados agora para mensurar impacto econômico da pandemia de Covid-19.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (21/5 ), a pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic), que mostra Goiânia como o segundo maior polo de vendas de roupas e calçados do Brasil, atrás apenas da cidade de São Paulo. Os dados são referentes ao ano de 2018.

Além disso, segundo a Regic, o Arranjo Populacional de Goiânia é o principal centro de compras de vestuários e calçados para 161 municípios brasileiros. Assim, a cidade lidera esse ranking específico. Os deslocamentos para fazer compras na capital apresentam uma média de 403 km. Dessa maneira, são atraídos para cá consumidores de Tocantins, do sudeste do Pará, do norte de Mato Grosso e do oeste da Bahia.

O destaque em Goiânia na venda de vestuário e calçados é a Região da 44. As lojas no local estão fechadas desde o mês de março, devido às medidas de isolamento social e por causa da pandemia do coronavírus. Os lojistas pressionam a prefeitura da capital para reabrirem seguindo as medidas de saúde necessárias. Próximo ao conglomerado atacadista da 44 também acontece a Feira Hippie, considerada uma das maiores feiras da América Latina.

Goiânia também se destaca no comércio de móveis

Goiânia também se destaca na pesquisa no comércio de móveis e eletrônicos no País. A capital goiana é o quarto principal destino para consumidores deste gênero específico. Fica atrás apenas de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE).

Sobre a pesquisa Regic 2018

O estudo do IBGE tem como objetivo identificar quais cidades funcionam como polos comerciais para compra de roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. O resultado foi antecipado para contribuir com diagnósticos do impacto econômico do coronavírus (Covid-19).

A pesquisa mostra que o deslocamento médio dos brasileiros que precisaram sair de seu município para comprar eletroeletrônicos e móveis foi de 73 km. Já para adquirir vestuário e calçados, essa média aumenta para 78 km. De acordo com a pesquisa, o atendimento às demandas das cidades afastadas dos grandes centros urbanos frequentemente é feito pela internet, mas há locais que atraem pessoas de distâncias maiores, como Goiânia.

Com o isolamento social atual, houve mudanças no padrão geográfico de consumo por causa da redução da atividade comercial e de restrições de deslocamentos entre municípios. De acordo com o gerente de Redes e Fluxos Geográficos do IBGE, Bruno Hidalgo, a pesquisa pode contribuir para fazer diagnósticos mais detalhados de impacto específico para essas cidades que funcionam como centros comerciais.

“As cidades que são destinos recorrentes para realização de compras dos itens investigados pela pesquisa podem sofrer redução de vendas específicas durante esse período de pandemia em razão de receberem menos consumidores do que o habitual”, explica.

Via Dia Online 
Imagens Dia Online