01/06/2020

De branco e máscara, profissionais da saúde fazem ‘ato pela vida’, em Goiânia

A manifestação tem o intuito de chamar a atenção da sociedade e autoridades sobre a importância da flexibilização responsável do isolamento social em Goiás.

Profissionais da saúde ligados a entidades e sindicatos planejam uma manifestação para a manhã desta segunda-feira (1/6) no Paço Municipal, em Goiânia. O chamado “Ato em defesa da vida” tem o intuito de chamar a atenção da sociedade e autoridades sobre a importância da flexibilização responsável do isolamento social em Goiás, e exigir das autoridades que as medidas em relação ao coronavírus que implicam em risco sejam debatidas com todos os envolvidos.

O ato foi idealizado pela Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde e o Comitê Goiano em Defesa dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Saúde e Enfrentamento à Pandemia de covid-19, que mobilizou os representantes das entidades sindicais. Os profissionais da saúde pretendem se reunir na manhã de hoje, às 9h30, no Paço Municipal.

Com o ato, as entidades de saúde exigem das autoridades públicas que toda medida que implica em risco deve ser amplamente discutida com todos os envolvidos, não apenas com o setor empresarial, “mas com as trabalhadoras, os trabalhadores, as usuárias e usuários do SUS e a população”.

Os participantes irão de branco, máscara e deverão respeitar o distanciamento social de dois metros entre eles para evitar aglomeração.

Profissionais da saúde ligados a conselho pregam retorno “gradual e responsável” de atividades econômicas

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO) esclareceu sua postura de que apoia “o retorno gradual e responsável das atividades econômicas, desde que haja o devido monitoramento e a avaliação contínua dos dados epidemiológicos relacionados à covid-19”.

Segundo a presidente da entidade, Lorena Baía, “tudo precisa ser feito com muita cautela na tentativa de reduzir os óbitos e ao mesmo tempo evitar a sobrecarga do sistema de saúde”. Ela lembra que os profissionais de saúde, inclusive os farmacêuticos, estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus, são os que mais correm risco e precisam ser ouvidos e considerados neste processo de reabertura.

Via Dia Online 
Imagens Dia Online