08/07/2020

Em Goiás, área de preservação onde ocorria desmatamento ilegal é interditada

Os policiais chegaram à área de preservação, onde ocorria o desmatamento ilegal, através de notícia-crime anônima, em Jaupaci, Goiás.

Na tarde da última terça-feira (7/7), militares da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar Ambiental (CIPMA) interditaram fazenda em Jaupaci, Goiás, onde ocorria o desmatamento ilegal e a derrubada de árvores protegidas por lei, em Área de Preservação Permanente (APP). Ao chegarem no local, os policiais encontraram cerca de 230 árvores que sofreram com a ação predatória, entre elas Aroeiras, Ipês,  Gonçalos Alves, Paineiras, Marias Pretas, Barús e Perobas.

À polícia ambiental, o fazendeiro, dono de uma área com aproximadamente 69 hectares, disse não possuir licença, autorização nem concessão ambiental para a retirada dos espécimes. Diante do flagrante, o fazendeiro foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Iporá e poderá responder pelos crimes tipificados nos art. 38 e  art. 45 da Lei 9.605/98, em que “destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente”e “cortar ou transformar em carvão madeira de lei (…) para qualquer outra exploração, econômica ou não, em desacordo com as determinações legais”, são configurados crimes, respectivamente.  O batalhão especial chegou ao local através de notícia-crime anônima.

A 1ª CIPMA está localizada em Aruanã e faz parte do Comando de Policiamento Ambiental, tropa especializada da PM Goiás no combate a crimes ambientais e ações de preservação do meio ambiente.

Além do desmatamento ilegal em área de preservação interditado ontem (7/7), operação em junho autuou propriedade em Cavalcante, Goiás, pela mesma prática

Uma operação da Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) interditou, em junho (26/6), em Cavalcante, Goiás, propriedade rural onde era realizado desmatamento ilegal. De acordo com o órgão estadual, dos 1.029 hectares retirados sem autorização, 7,48 hectares estavam dentro de área de preservação, a Área de Proteção Ambiental de Pouso Alto. O proprietário foi autuado em R$ 2,124 milhões.

Além da equipe do Semad, o trabalho de fiscalização contou com o apoio do Grupo Tático 3 (GT3) e das polícias Civil (PC-GO) e Militar (PM-GO). A ‘Operação Presença’ integra desdobramento de ações de prevenção e controle que abrangeram outras 20 localidades e tiveram início no dia 22/6.

Via Dia Online 
Imagens Dia Online