05/08/2020

Curiosidades da história de Goiânia comovem público nas redes sociais

As páginas Goiânia do Passado, criadas no mês de junho de 2020, têm chamado atenção de muitas pessoas por relembrar fatos antigos da capital.

“Goiânia tem muito pouco da sua história contada.”  É assim que Ney de Oliveira Cotrim, um transfusionista (realiza transfusões de sangue), de 31 anos, explica o motivo de ter criado o perfil Goiânia do Passado, tanto no Instagram, quanto no Twitter. As páginas têm chamado atenção de muitas pessoas por dar destaque a curiosidades da capital goiana e fatos que muitos não sabiam ter acontecido.

Ney se define como um curioso,  afirma que sempre foi muito interessado por Geografia e História na época da escola. Porém, segundo ele, a vida o levou por outros caminhos. “Mas nunca deixei de ler, sempre fui muito ligado a questões da história brasileira, de Goiás e de Goiânia”, diz.

Um pouco sobre o Goiânia do Passado

O Goiânia do Passado nasceu durante a pandemia do coronavírus, que desde março afeta todo o País, impondo a todos novos hábitos e a necessidade de distanciamento social. A primeira postagem aconteceu no mês de junho e foi sobre a Praça Cívica.

Segundo Ney, a ideia da página veio de um perfil que acompanha e conta a história da cidade de Palmeiras de Goiás, no interior do Estado. “Vi que ninguém nunca tinha feito uma página nesse formato e resolvi a adaptar para Goiânia”.

Talvez Ney não conheça, bem como o público com o qual ele conversa por Twitter e Instagram, mas há uma página chamada Goiânia Antiga no Facebook, que possui mais de 48 mil seguidores e posta fotos e curiosidades da capital há anos. As postagens são periódicas e também mobilizam muita gente pelo contato com a história da própria cidade.

O criador do Goiânia do Passado diz que não esperava o sucesso que o perfil vem fazendo. “Não esperava crescer assim. Foi hobby mesmo. São estórias que nós ouvíamos e sempre tem uma história por trás”, afirma.

Com o crescimento da página, Ney vem recebendo novas informações e fotos de Goiânia de seus leitores e espera continuar contando parte da história da capital por meio das redes sociais. “É um livro a cada post: é muito interessante o quanto aprendo”, afirma.

Algumas histórias que gostamos

Nós do Aproveite a cidade conhecemos o Goiânia do Passado em uma postagem sobre os famosos Pit Dogs, que fazem parte da história da cidade.

A postagem mostra que o nome surge de uma sanduicheria criada por Jorge e Jacob Abdala Rassi, em 1972. O local ficava na Rua 7, no Centro da cidade. Pórem, segundo a postagem, o estabelecimento quase foi batizado de “Little Dog” (na tradução do inglês, pequeno cachorro). A ideia foi aperfeiçoada com a sugestão de “Petit Dog” (uma mistura entre a língua francesa e o inglês), até chegar finalmente em “Pitidog”.

Outra história do Goiânia do Passado que chama a atenção é da Praça Latif Sebba, conhecida como Praça do Ratinho. O perfil explica que o apelido surgiu nos anos 80. No local ficava um posto de gasolina onde havia um rato em neon de aproximadamente 5 metros de altura. Ou seja, o rato neon tornou-se um ponto de referência na cidade.

Segundo Ney, a postagem de maior repercussão até hoje não foi uma história que aconteceu em Goiânia, mas em Ceres (GO). Um ex-presidente da Síria, Mohamed Adib Bin Hassan Al-Shishakli, foi deposto por um golpe militar nos anos 50, e conseguiu exílio no Brasil. Ele se estabeleceu na cidade goiana, onde foi comerciário e fazendeiro.

De acordo com a  postagem, em 1964 ele foi morto por um Druso, povo que foi perseguido durante a autocracia militar de Mohamed Adib. Ele chegou a ser enterrado em Ceres, mas pouco depois seu corpo foi enviado para Damasco.

Via Dia Online 
Imagens Dia Online