15/06/2021

Prefeito de Joviânia é afastado após fazer carreata para comemorar cura da Covid-19

Justiça deferiu liminar em ação de improbidade administrativa, Renis Gonçalves realizou uma carreata no dia 28 de maio sem comunicar as autoridades competentes.

O prefeito de Joviânia, Renis Eustáquio Gonçalves, conhecido como Renim (MDB), foi afastado do cargo por 120 dias após fazer uma carreata não autorizada e com aglomeração de pessoas, para comemorar a recuperação dele da Covid-19.

Acolhendo pedidos do Ministério Público de Goiás (MP-GO), a Justiça deferiu liminar em ação de improbidade administrativa movida contra o prefeito de Joviânia, o filho dele, Renis Eustáquio Gonçalves Filho e o responsável pelo marketing do município, Eloy Pereira Tavaves Neto, que proíbe a realização de eventos públicos ou particulares que gerem aglomeração de pessoas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

No dia 28 de maio deste ano, Renis Gonçalves, realizou uma carreata em comemoração à alta médica após internação por complicações da Covid-19, causando aglomeração de pessoas e sem comunicar as autoridades competentes.

A carreata contou com balões, fogos de artifício e carros de som. Símbolos da prefeitura também foram usados, o que, para o promotor de Justiça Leandro Koiti Murata, transpareceu que a atividade ilícita contava com o aval e era realizado pelo próprio município.

Prefeito de Joviânia é proibido de ingressar em prédios públicos

Segundo o MPGO, no dia do evento um jantar foi servido na feira coberta da cidade e o espaço público foi usado sem autorização. A refeição foi oferecida por servidores da prefeitura, causando aglomeração, inclusive de pessoas sem máscaras.

A liminar, deferida pela juíza Daniela Cláudia Le Sueur Ramaldes, proibiu ainda o prefeito, o filho e o assessor de ingressarem em prédios públicos municipais, salvo nos estabelecimentos de saúde para tratamento médico-hospitalar, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

De acordo com o Ministério Publico, “a medida visa coibir eventuais interferências dos investigados na apuração dos fatos. Além disso, tiveram seus bens bloqueados em R$ 500 mil cada um, tendo o prefeito sido afastado do cargo pelo prazo de 120 dias”.

Ainda segundo o MPGO, por causa da realização ilegal do evento, foi inviabilizado o trabalho dos fiscais da saúde do município no combate e prevenção à pandemia de Covid-19, já que o próprio gestor descumpriu seu próprio decreto.

O Dia Online entrou em contato com a Prefeitura de Joviânia para esclarecer os fatos e aguarda posicionamento, o espaço continua aberto.

Via Dia Online 
Imagens Dia Online