22/07/2021

Conheça a história do prédio Redondo da Avenida Araguaia, em Goiânia

Edifício inacabado chama atenção no traçado original do Centro. Obra foi interrompida há mais de 25 anos. Entenda como está a estrutura atualmente.

Você já deve ter passado por esse edifício redondo e inacabado em plena Avenida Araguaia, no Centro de Goiânia. E, certamente, ficou se perguntando o que aconteceu para que a construção fosse interrompida. Afinal, a obra se localiza em uma região com grande fluxo diário de pessoas, faz parte do traçado original da cidade, na esquina com a Rua 2,  e segue paralisada há 25 anos. É difícil passar despercebida. E como não perguntar, por quê?

De acordo com  trabalho de conclusão de curso (TCC) em Arquitetura e Urbanismo de 2017, “Redondo da Araguaia”, do arquiteto Matheus Vaz, graduado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), a construção conhecida como Redondo da Araguaia começou a ser projetada no início da década de 1990. Sua função original era ser a sede de um laboratório. Além disso, o prédio também teria salas comerciais para profissionais de área da Saúde.

Segundo o escritório responsável pelo projeto, a inspiração do proprietário foi a “sede da gravadora Capital Records”, um edifício que fica em Los Angeles, na Califórnia (EUA). Ele é redondo, tem 13 pavimentos e foi construído em 1956. Assim, o Redondo, na nossa Avenida Araguaia seria uma homenagem à referência gringa. Porém, esse plano ficou pelo caminho.

De acordo com o trabalho acadêmico, a obra começou em 1994, mas foi interrompida pela construtora no final do ano seguinte por falta de pagamentos. O que se vê hoje corresponde a 30% do investimento necessário à época para concluir o edifício. O proprietário teria muitos investimentos vinculados ao dólar, e a estabilidade do plano Real teria impactado bastante a renda dele. Por isso, não conseguiu mais financiar o projeto.

Fatos mais recentes do Redondo da Araguaia

Em 2012, o prédio foi adquirido por uma imobiliária. Apesar da aparência de “ruína”, vista da Avenida Araguaia, e de possivelmente acabar sendo demolido em algum momento, os engenheiros envolvidos no projeto e consultados pelo autor do TCC atestam que a edificação ainda está estável e pode ter novos usos, mesmo após mais de duas décadas de paralização.

Aliás, já foram propostos novas funções para o Redondo, inclusive pelo próprio Matheus Vaz, que desenvolveu o projeto de um hostel, com direito a restaurante e café no terraço.  E, em 2018,  a construção foi toda iluminada com as cores do arco-íris durante da 24ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Goiânia.

Via Dia Online 
Imagens Dia Online